Dia Mundial sem Tabaco - Menos tabaco, mais saúde bucal


Segundo a OMS, mais de 8 milhões de pessoas vão morrer de ataque cardíaco e das demais doenças relacionadas ao tabaco, como derrame, câncer e doenças pulmonares. Isso não inclui as mais de 600 mil pessoas, mais que um quarto delas crianças, que vão morrer devido à exposição ao tabaco, como fumantes passivos. A ABO Nacional tem uma preocupação constante em suas campanhas antitabagistas, que acontecem em todo o Brasil


A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 2030 mais de oito milhões de pessoas podem morrer em consequência do fumo. A OMS classificou o tabaco como um dos fatores que mais contribuem para a epidemia de doenças não contagiosas como doenças gastrointestinais, câncer, doenças pulmonares, entre outras. Em vista disso, no próximo dia 31, centenas de países alertam a população sobre os males que o cigarro traz, quando celebram o Dia Mundial Sem Tabaco. No Brasil, a campanha criada pela OMS em 1987, conta com o apoio da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

A ABO tem se esforça para promover a saúde bucal e integral da população brasileira e às suas ameaças, entre elas, o tabagismo, principal causa de morte evitável e que, ainda assim, mata mais de 200 mil pessoas no Brasil por ano. A entidade odontológica combate o tabaco em diversos flancos. Antecipando-se às legislações estaduais que baniram o uso de cigarro e derivados de tabaco em ambientes de uso coletivo – públicos ou privados – a ABO decretou, em 2007, todos os seus ambientes (congressos, clínicas, salas de aula, etc.), em todo o Brasil, 100% livres de fumaça de cigarro. 

A medida foi tomada em consonância com a Federação Dentária Internacional (FDI), que, em resolução oficial, enfatiza que “não há nenhum nível seguro de exposição ao ar contaminado por fumaça de tabaco”, chamando a atenção para a necessidade de se “promulgar leis sem exceções para proteger as pessoas dos perigos da fumaça do cigarro alheio”. As 321 unidades da ABO, espalhadas por todo o território nacional, também realizam em suas regiões campanhas de combate ao fumo e de prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal, destacando o tabaco como fator de risco. 

A entidade mantém também parceria com a ONG Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), apoiando e divulgando todas as suas campanhas.


Odontologia no combate ao tabagismo
O engajamento da Odontologia no combate ao tabagismo pode salvar vidas não só por causa da já comprovada relação entre a saúde bucal e a saúde integral do organismo, mas também porque o cirurgião-dentista tem condições de detectar precocemente casos de câncer bucal, que tem como principal fator de risco o tabagismo. 

A denominação câncer bucal abrange as neoplasias malignas de cavidade oral mucosa bucal, gengivas, palato duro (céu da boca), língua, assoalho da boca e de lábio. É mais frequente em pessoas brancas e tem maior incidência no lábio inferior que no superior. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas, e os riscos aumentam quando o fumante é também alcoólatra. Os principais fatores de risco são idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas. 

A ABO recomenda evitar o fumo e o álcool, promover higiene oral, ter os dentes tratados e fazer consulta odontológica de controle (exame clínico da boca) pelo menos uma vez por semestre para que a prevenção do câncer bucal seja eficiente. É importante, ainda, a manutenção de uma dieta equilibrada, rica em vegetais e frutas, além de outros hábitos saudáveis. Os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer da boca são cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Em lesões iniciais, segundo o Inca, a cura pode ser obtida em 80% dos casos, evidenciando a importância do diagnóstico precoce.


[...]

Dia dos Namorados com bafo de onça não dá!


Numa data tão especial para os namorados de todo o Brasil, o melhor é presentear o companheiro (a) com um sorriso saudável 

e um hálito fresco. A Associação Brasileira de Odontologia (ABO) Nacional dá as dicas para aproveitar bem esse dia



Doze de junho é dia de receber e dar carinho. No Dia dos Namorados, nada melhor do que encher a pessoa amada de beijos, mas, para isso, é preciso estar atento ao seu hálito. Para curtir esse dia tão especial para os namorados, o melhor é não descuidar da saúde bucal e agradar o parceiro (a) com um hálito gostoso e um sorriso saudável. Para isso, a Associação Brasileira de Odontologia dá algumas dicas para os enamorados e para os que estão solteiros e querem aproveitar o próximo dia 12 acompanhados.

O mau hálito é conhecido cientificamente como halitose. Mais comum do que se imagina, pode ter consequências ruins para a sua vida, seja amorosa e até profissional. Para evitá-lo, alguns cuidados podem ser tomados. O primeiro passo é manter uma higiene diária da boca com escovação e uso de fio dental. É importante também visitar regularmente o consultório odontológico para que o profissional garanta que a limpeza dos dentes esteja sempre perfeita, evitando assim a formação de placas bacterianas que aumentam o mau hálito.
Outra dica importante é determinar se o seu hálito é fresco. A maioria das pessoas não tem consciência disso, porque o cérebro se torna aclimatado ao cheiro pessoal. A melhor maneira de auto-diagnosticar é observando a sua língua. Segundo os cirurgiões-dentistas, uma língua rosa brilhante indica um hálito fresco. Uma língua branca e de aparência escamosa pode indicar mau hálito. Lamba as costas da mão, deixe secar por alguns segundos, e depois sinta o cheiro da superfície. Assim é possível avaliar como está o cheiro. A respiração é também um fator essencial à saúde bucal, por isso observe se você está respirando pelo nariz. A ausência desse tipo de respiração pode sinalizar um problema de sinusite, desvio de septos, adenoides e rinite, caminhos para o bafo de onça.


Alimentos
Alguns alimentos podem provocar mau hálito, como alho, cebola, curry e peixes. Bebidas ácidas como cerveja, vinho, café e refrigerante também podem ser um gatilho. Elas contêm compostos que liberam o mau cheiro e são absorvidos pela corrente sanguínea. Limitar chocolates e doces é bom, pois o açúcar ajuda a bactéria a se reproduzir em sua boca, provocando o mau hálito.

E existem também os alimentos que corrigem o mau hálito. O chá verde tem propriedades anti-bacterianas que nocauteiam o mau cheiro. Canela contém óleos essenciais que matam muitos tipos de bactérias orais. Comer frutas e legumes, aipo ou maçãs, oferece dois benefícios: mastigá-los produz mais saliva na boca, e a textura firme ajuda a afastar bactérias. Melões, bagas, laranjas e outros alimentos ricos em vitamina C ajudam a matar as bactérias naturalmente. A água ainda é uma bebida considerada preciosa, quando o assunto é hálito. A água age removendo os restos dos alimentos que se acumulam na garganta, favorecendo a formação de um odor fresco. Caso tome todos esses cuidados e o mau hálito persistir, o melhor é procurar a ajuda de um cirurgião-dentista para saber a causa do problema e solucioná-lo. 


Na hora do beijo...
Alguns cuidados devem ser tomados também na hora do beijo para evitar doenças como a Doença do Beijo. Cerca de dois bilhões de bactérias habitam uma única gota de saliva. Além delas, um vírus, o Epstein-Barr, que causa a mononucleose infecciosa, precisa apenas do contato direto da mucosa com a saliva contaminada para ser transmitido. A doença do beijo é caracterizada por mal-estar, febre, dor de cabeça e de garganta, aumento de gânglios, ínguas no pescoço e inflamação leve e transitória do fígado (hepatite). O melhor é sempre evitar os excessos, como alimentar-se e dormir bem. O mesmo cuidado vale para outras doenças que podem ser transmitidas pelo beijo, como tuberculose, hepatite e sífilis. O melhor é sempre manter a higienização oral frequente, pois ajuda a evitar outros problemas, como a transmissão de cárie, que também se aproveita da troca de saliva. 

Como prevenir o mau hálito
- Realizar uma boa higiene bucal, incluindo nesta rotina a limpeza de sua língua
- Evitar intervalos superiores a 3 ou 4 horas entre as refeições
- Beber de 2 a 3 litros de água (ou outros líquidos) por dia
- Quem possuir próteses removíveis ou totais deve limpá-las após cada refeição, utilizando, de preferência, escova e produtos especiais
- Evitar o consumo excessivo de alimentos com odor carregado
- Evitar o consumo excessivo de café e de bebidas alcoólicas, especialmente se estiver estressado (a) ou ansioso (a)
- Seguir sempre as recomendações do cirurgião-dentista para manutenção da saúde bucal.

Fonte: http://www.jornaldosite.com.br/materias/saude/anteriores/edicao178/saude178_2.htm
[...]

Comissão aprova que empresa ofereça exame dentário a empregado


O exame deverá ser feito periodicamente, por conta do empregador, e também na admissão e demissão, assim como já ocorre com o exame médico. 

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou proposta que obriga empresas a disponibilizarem serviços especializados de Odontologia do trabalho aos seus funcionários. Atualmente, a exigência vale apenas para os serviços de medicina e de segurança do trabalho. A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43).
Pelo texto aprovado, o exame odontológico deverá ser feito periodicamente, por conta do empregador, e também na admissão e na demissão, assim como já ocorre com o exame médico. A proposta determina que o Ministério do Trabalho defina a periodicidade dos exames de rotina, conforme o risco da atividade.

O relator, deputado Mauro Nazif (PSB-RO), recomendou a aprovação da proposta na forma do substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família. O substitutivo foi proposto pelo deputado Geraldo Resende (PMDB-MS) aos projetos de lei 422/07 e 3707/08, apensado. “Sob o ponto de vista da melhoria da qualidade de vida no ambiente laboral, as proposições são plenamente meritórias, como também apontam as análises das comissões que nos antecederam”, sustentou Nazif.
Segundo ele, apesar de o País já contar com um bom número de cirurgiões-dentistas, a distribuição irregular desses profissionais pelo território nacional torna precário o acesso à atenção básica odontológica. “Essas proposições muito colaboram para a reversão desse quadro, especialmente no segmento alvo que compreende os trabalhadores inseridos na economia formal”, defendeu.

Micro e pequenas empresas

O texto aprovado determina que, no caso de micro e pequenas empresas, a regra é facultativa. O relator concorda com a ideia de que implantar o serviço poderia inviabilizá-las economicamente. A proposta estabelece que as empresas terão um prazo de 360 dias para se adaptar às novas exigências. O texto define ainda que, dentro do prazo de cinco anos, todos os serviços relacionados à Odontologia do Trabalho deverão ser realizados por cirurgiões-dentistas especializados na área. A especialidade de Odontologia do Trabalho é reconhecida pelo conselho federal da área desde 2001. O projeto tem caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 

FONTE: http://www.jornaldosite.com.br/materias/saude/anteriores/edicao177/saude177_9.htm
[...]

Dia Mundial sem Tabaco Menos tabaco, mais saúde bucal


Segundo a OMS, mais de 8 milhões de pessoas vão morrer de ataque cardíaco e das demais doenças relacionadas ao tabaco, como derrame, câncer e doenças pulmonares. Isso não inclui as mais de 600 mil pessoas, mais que um quarto delas crianças, que vão morrer devido à exposição ao tabaco, como fumantes passivos. A ABO Nacional tem uma preocupação constante em suas campanhas antitabagistas, que acontecem em todo o Brasil





A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 2030 mais de oito milhões de pessoas podem morrer em consequência do fumo. A OMS classificou o tabaco como um dos fatores que mais contribuem para a epidemia de doenças não contagiosas como doenças gastrointestinais, câncer, doenças pulmonares, entre outras. Em vista disso, no próximo dia 31, centenas de países alertam a população sobre os males que o cigarro traz, quando celebram o Dia Mundial Sem Tabaco. No Brasil, a campanha criada pela OMS em 1987, conta com o apoio da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).

A ABO tem se esforça para promover a saúde bucal e integral da população brasileira e às suas ameaças, entre elas, o tabagismo, principal causa de morte evitável e que, ainda assim, mata mais de 200 mil pessoas no Brasil por ano. A entidade odontológica combate o tabaco em diversos flancos. Antecipando-se às legislações estaduais que baniram o uso de cigarro e derivados de tabaco em ambientes de uso coletivo – públicos ou privados – a ABO decretou, em 2007, todos os seus ambientes (congressos, clínicas, salas de aula, etc.), em todo o Brasil, 100% livres de fumaça de cigarro. 

A medida foi tomada em consonância com a Federação Dentária Internacional (FDI), que, em resolução oficial, enfatiza que “não há nenhum nível seguro de exposição ao ar contaminado por fumaça de tabaco”, chamando a atenção para a necessidade de se “promulgar leis sem exceções para proteger as pessoas dos perigos da fumaça do cigarro alheio”. As 321 unidades da ABO, espalhadas por todo o território nacional, também realizam em suas regiões campanhas de combate ao fumo e de prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal, destacando o tabaco como fator de risco. 

A entidade mantém também parceria com a ONG Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), apoiando e divulgando todas as suas campanhas.



Odontologia no combate ao tabagismo

O engajamento da Odontologia no combate ao tabagismo pode salvar vidas não só por causa da já comprovada relação entre a saúde bucal e a saúde integral do organismo, mas também porque o cirurgião-dentista tem condições de detectar precocemente casos de câncer bucal, que tem como principal fator de risco o tabagismo. 

A denominação câncer bucal abrange as neoplasias malignas de cavidade oral mucosa bucal, gengivas, palato duro (céu da boca), língua, assoalho da boca e de lábio. É mais frequente em pessoas brancas e tem maior incidência no lábio inferior que no superior. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas, e os riscos aumentam quando o fumante é também alcoólatra. Os principais fatores de risco são idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal-ajustadas. 

A ABO recomenda evitar o fumo e o álcool, promover higiene oral, ter os dentes tratados e fazer consulta odontológica de controle (exame clínico da boca) pelo menos uma vez por semestre para que a prevenção do câncer bucal seja eficiente. É importante, ainda, a manutenção de uma dieta equilibrada, rica em vegetais e frutas, além de outros hábitos saudáveis. Os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer da boca são cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Em lesões iniciais, segundo o Inca, a cura pode ser obtida em 80% dos casos, evidenciando a importância do diagnóstico precoce.

FONTE: http://www.jornaldosite.com.br/materias/saude/anteriores/edicao177/saude177_11.htm
[...]

Envelhecimento da população: como manter a saúde bucal e a qualidade de vida



Manter a qualidade de vida de uma população que está vivendo mais é um desafio. Um grande problema para este grupo é a perda de dentes, que traz prejuízos para a estética e a saúde. Hoje, cerca de 3 milhões de idosos brasileiros precisam de uma prótese dentária total e, para mudar isso de forma permanente, é preciso fortalecer a cultura da prevenção e tratamento precoce dos problemas que levam à perda dental, como a cárie. O que há de mais moderno nesta área será apresentada no maior congresso internacional de pesquisa em Cariologia, Orca 2012, que acontece em Cabo Frio (RJ) em junho. É a primeira vez que o evento ocorre na América Latina

O crescimento da população com 65 anos ou mais é evidente no Brasil. Segundo dados do IBGE, a participação relativa deste grupo era de 4,8% em 1991, passou para 5,9% em 2000 e chegou a 7,4% em 2010. E a estimativa é que em 2050 os idosos serão um contingente ligeiramente superior à faixa etária de zero a 14 anos.

Uma das principais preocupações neste cenário é com a manutenção da qualidade de vida. E nisso a saúde bucal é fundamental, já que a perda de dentes (ou edentulismo) é um problema agravado entre os idosos e traz importantes prejuízos para a saúde e o bem-estar, a estética, a mastigação e a fala. Segundo o Ministério da Saúde, 23% dos brasileiros entre 65 e 74 anos (cerca de 3 milhões de pessoas) necessitam de prótese total (dentadura completa) em pelo menos um maxilar e 15% necessitam dela nos dois maxilares.
Para a cirurgiã-dentista e pesquisadora Sonia Groisman, “apesar do edentulismo estar mais associado à fase adulta e se agravar na idosa, é errôneo considerá-lo um fenômeno biológico inerente à idade, sendo possível tratá-lo e, principalmente, evitá-lo”. Além disso, ela reforça que a perda dental é um problema impregnado de valores socioculturais importantes, estando associada à velhice, tristeza e abandono – o que não combina com um grupo que está vivendo mais tempo e mais ativamente.
Para mudar esta situação de forma permanente, não basta apenas tratar com próteses dentárias e implantes, é preciso fortalecer a cultura da prevenção e tratamento precoce dos vários problemas bucais anteriores que levam ao edentulismo.
Uma dessas principais causas é a doença cárie, que, se for prevenida, com medidas simples, desde os primeiros meses de vida do bebê, promove benefícios para a vida toda. “A prevenção bucal adequada de zero a três anos de idade mostra declínio de cárie de 69%”, diz Sonia.
Além disso, entre pessoas de todas as idades, a cárie pode ser diagnosticada precocemente com a ajuda de técnicas que ainda não são muito difundidas no Brasil, como os testes salivares e visualização com luz laser ou fluorescente. Este diagnóstico antecipado permite tratar o problema de forma menos invasiva, mais rápida, sem dor e também menor gasto.


Orca 2012 – Estas e outras novidades em conceitos, pesquisas e tecnologias em prevenção, diagnóstico, tratamento e causas da cárie serão apresentadas no 59º Congresso da European Organisation for Caries Research (Orca), que é o mais importante evento do mundo em pesquisa em Cariologia. Este ano o evento acontece pela primeira vez no Brasil e na América Latina, de 27 a 30 de junho em Cabo Frio (RJ).

O congresso é presidido pela cirurgiã-dentista e pesquisadora brasileira Sonia Groisman (foto), pós-graduada em Cariologia e Periodontia pela Universidade de Lund (Suécia) e professora associada da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FO/UFRJ).
O objetivo é apresentar o conhecimento das pesquisas clínicas científicas sobre o tema, para que o cirurgião-dentista possa utilizar na sua atuação diária em consultório, assim como subsidiar novas pesquisas. O congresso tem o apoio do Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro (CRO-RJ), da FO/UFRJ e das prefeituras de Cabo Frio e de Arraial do Cabo. 

Mais informações: 
 


[...]

MS amplia Brasil Sorridente: Mais postos para o CD, mais saúde à população



O Ministério da Saúde anunciou ontem (21) a liberação de R$ 6,3 milhões para a implantação de 908 equipes de Saúde Bucal (ESBs) em 58 municípios de 15 estados. A medida dá continuidade à ampliação do Brasil Sorridente, incentivada pela ABO Nacional como fundamental para a distribuição da força de trabalho odontológica ao longo de todo o território nacional.

As novas equipes vão se somar às 21.587 já em atuação em 4.880 municípios. Para o coordenador nacional de Saúde Bucal, Gilberto Pucca Jr. (1º foto), trata-se de um marco na ampliação da Odontologia no Sistema Único de Saúde (SUS). “Será absorvida uma quantidade enorme de profissionais neste mercado de trabalho. Com a implantação do Brasil Sorridente, o setor público já tinha se tornado o grande empregador da área odontológica; depois disso, será maior ainda. Também há um impacto na produção da indústria odontológica nacional, pois o Ministério da Saúde repassa os consultórios para os municípios. E isso também pode trazer benefícios para o serviço privado, pois, com maior produção e venda, os preços tendem a cair.”

O presidente da ABO Nacional, Newton Miranda de Carvalho (foto ao lado), comemorou a medida. “A ABO está presente em todo o Brasil e conhece a diversidade da população brasileira – que, apesar dos avanços que protagonizamos na 
promoção da saúde bucal, ainda carece de cuidados. Por isso, somos entusiastas e participamos ativamente da ampliação do Brasil Sorridente, até que todo brasileiro tenha sua saúde bucal garantida.”
As ESBs receberão incentivo financeiro para o custeio ao iniciar o atendimento, com valores entre R$ 2.230 (módulo I) e R$ 2.980 (módulo II) por mês. No total, serão investidos R$ 2.206 milhões, mensalmente.

Mais benefícios – O Ministério da Saúde também vai fornecer 1.150 cadeiras odontológicas e destinar R$ 14 mil para quatro Unidades Odontológicas Móveis (UOMs). Os veículos vão atender as cidades de Ladainha (MG), Águas Belas (PE), Cardoso Moreira (RJ) e Cel. Domingos Soares (PR). Cada município receberá mensalmente R$ 18.720 mil para custeio das atividades.

[...]

Cirurgiões-dentistas e médicos protestam contra planos


Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde reuniu centenas de profissionais na Avenida Paulista, em São Paulo


Cerca de 500 cirurgiões-dentistas e médicos participaram, na última quarta-feira (25), da passeata que marcou o Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde. Os profissionais protestaram contra a baixa remuneração oferecida pelas operadoras e por interferências indevidas das empresas em indicações de tratamento.
“Precisamos chamar a atenção da população para o problema. O que os planos pagam, em grande parte dos casos não cobre os custos. Em nenhum procedimento o valor é justo”, disse o presidente do CROSP, Dr. Emil Adib Razuk. Ele sugere que, nessas condições, os cirurgiões-dentistas não se credenciem aos convênios.
Já há algum tempo o CROSP entregou documento ao representante das operadoras onde solicita: Definição de reajuste imediato nos valores praticados pelas operadoras, instituição de data-base anual, redução no número de glosas administrativas e cumprimento da Portaria CFO 102/2010 que proíbe o uso indiscriminado de raios-X. “Também queremos que seja instituído um mecanismo que permita a participação dos cirurgiões-dentistas nos lucros das empresas”, finalizou o presidente do CROSP.
Ao final da manifestação, os profissionais se dirigiram ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, onde estavam montadas tendas de atendimento e prestação de serviço à população. No local foram realizadas ações de esclarecimento e prevenção do câncer bucal. 

Veja abaixo a nota oficial do CROSP distribuída para a imprensa.

Nota Oficial



Em um país com as características do Brasil, onde grande parcela da população não tem acesso ao tratamento dentário, a odontologia suplementar se tornou uma das opções de assistência para milhões de brasileiros. Diante disso, se bem conduzido esse fenômeno poderia servir para expandir a assistência, conscientizar a população sobre a importância da saúde bucal e ser uma alternativa profissional para os cirurgiões-dentistas. Na prática, infelizmente, a situação é bem diferente. 
Existe um problema fundamental nessa modalidade de tratamento: a insatisfação generalizada dos cirurgiões-dentistas com os seus rendimentos. Em muitos casos, eles recebem menos de R$ 10,00 por consulta. Uma extração, que é uma pequena cirurgia, é remunerada a R$ 15,00. O valor médio para uma consulta seria de R$ 70,00, segundo recomendação das entidades de classe. Ou seja, os convênios sobrevivem pagando aos seus colaboradores cerca de 7 vezes menos do que eles merecem. 
Por outro lado, em 11 anos os planos odontológicos cresceram mais de 480%. Saltaram de 2,7 milhões de usuários em 2000 para 16 milhões no ano passado. Seu faturamento em 2010 foi de R$ 1.671.930.882 (Um Bilhão, seiscentos e setenta e um milhões, novecentos e trinta mil e oitocentos e oitenta e dois reais). 
Dos R$ 1,6 bi faturados em 2010, as empresas empregaram em “procedimentos odontológicos”, que é de onde vem a remuneração do cirurgião-dentista, R$ 627milhões; ou menos de 40%. É bom lembrar que os planos não têm gastos com material odontológico e manutenção (aluguel, impostos, equipamentos, etc) de serviços de saúde. Tudo isso, além do trabalho, fica por conta do profissional credenciado. 

Infelizmente as operadoras de planos odontológicos construíram um modelo de negócios predatório, que cresceu e se mantém por conta da exploração da sua principal mão-de-obra, que é altamente qualificada. Está claro que essa estrutura é frágil e coloca em risco todo o sistema. A cada dia, por conta da evasão de profissionais descontentes (e todos estão), os usuários dos convênios têm sua liberdade de escolha mais restrita, ou seja, fica mais difícil realizar o tratamento com o cirurgião-dentista da sua preferência. E esse problema só vai piorar. 
Da mesma maneira, a própria sobrevivência das operadoras está em risco. Nenhum negócio prospera por muito tempo quando as pessoas responsáveis pela principal engrenagem da operação estão insatisfeitas. Os executivos de boa-fé das empresas – e seus investidores, pois algumas têm ações na bolsa – deveriam pensar nisso e resolver o problema, senão por justiça, pelo menos por conveniência.
É urgente que a remuneração oferecida pelos convênios aos profissionais seja multiplicada. O ideal é criar um mecanismo que permita aos cirurgiões-dentistas participar dos lucros. Caso contrário, a situação vai se tornar insustentável, a Odontologia suplementar vai entrar em colapso e os maiores prejudicados serão os 16 milhões de usuários que, do dia para a noite e independente da quantia que já gastaram com mensalidades, terão a assistência prejudicada. 

Emil Adib Razuk
Presidente do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

[...]

Senado realiza debate sobre relação plano de saúde e cirurgiões-dentistas


No dia 8 de maio, às 10h30, acontecerá um debate no Senado Federal sobre a regulação, as experiências e os conflitos entre os cirurgiões-dentistas e as operadoras de planos de saúde. Com promoção do senador Paulo Davim (PV-RN), da Comissão de Assuntos Sociais, está marcado para acontecer na sala Florestan Fernandes, Plenário 9, na ala Senador Alexandre Costa (anexo 2).
Estão convidados para o debate o Conselho Federal de Odontologia (CFO); a Associação Brasileira de Odontologia (ABO); a Federação Interestadual dos Odontologistas (FIO); Uniodonto do Brasil; Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE-MJ); Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCon); e a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas). Todos os cirurgiões-dentistas e estudantes de Odontologia estão convidados a participar deste evento da categoria odontológica brasileira.

[...]

ABO pede ao Conar suspensão de comercial da Skol na TV


Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) está encaminhando ofício ao Conar e à Cervejaria Skol solicitando a suspensão do comercial de TV “Tá com o pé no feriado?”, no qual ator, usando roupa de cirurgião-dentista, atende paciente na cadeira e utiliza os pés para mexer na churrasqueira e em latas de cerveja da marca.


A iniciativa da ABO reforça a atitude tomada também pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). Para o presidente da ABO Nacional, Newton Miranda de Carvalho, o comercial deturpa a imagem do cirurgião-dentista como profissional de saúde e prejudica o esforço feito pelas entidades de classe para levar a população a aprender a cuidar de sua saúde bucal no consultório odontológico.

fonte: http://www.jornaldosite.com.br/
[...]

CNCC negocia com planos odontológicos, mas o aval será das entidades do setor


As Entidades Nacionais Odontológicas – Conselho Federal de Odontologia, Federação Interestadual de Odontologia, Federação Nacional dos Odontologistas, Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas, Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional); e presidentes dos CROs e o presidente da Comissão Nacional de Convênios e Credenciamentos, reuniram-se em Brasília (DF), dia 3 de maio, e definiram que as reivindicações dos cirurgiões-dentistas em relação aos planos odontológicos serão negociados pela Comissão Nacional de Convênios e Credenciamentos (CNCC). A decisão final, no entanto, será dos presidentes das cinco entidades nacionais, focando, além da melhor condição de trabalho para o cirurgião-dentista, os benefícios à saúde da população brasileira.

O presidente do CFO, Ailton Diogo Morilhas, elogiou, no encontro das entidades, a atitude do presidente da ABO Nacional, Newton Miranda de Carvalho, que intermediou e agendou a reunião com representantes dos planos odontológicos e entidades odontológicas. Para Newton Miranda de Carvalho, a principal proposta é pela negociação, sem confronto.
Por parte das operadoras de planos de saúde participaram representantes da Odontoprev e do Bradesco Saúde.

Fonte : http://www.jornaldosite.com.br/
[...]